Israel defende legítima defesa e rejeita proposta de dinamarca

Representação israelense argumenta que a proposta da Dinamarca transforma Estados em culpados por agir em defesa de seus cidadãos.

Discurso feito em 10/06

Durante a simulação das Nações Unidas, a delegação de Israel posicionou-se firmemente contra a proposta apresentada pela Dinamarca. O projeto dinamarquês previa sanções automáticas a Estados por supostas violações de direitos humanos, o que foi classificado por Israel como uma ameaça à soberania e ao direito de segurança.

A representante de Israel abriu seu pronunciamento citando o Artigo 51 da Carta das Nações Unidas, que garante o "direito inerente de legítima defesa" individual ou coletiva aos países membros. Segundo a oradora, ameaças reais e iminentes à segurança de uma nação não podem ficar reféns de entraves burocráticos internacionais.

"Abolir o modelo de veto e impor sanções automáticas a Estados que agem para proteger sua própria população cria um presidente perigoso, transformando a vítima em culpada", alertou a delegada na tribuna.

A delegação ressaltou que o sistema de freios e vetos da ONU existe para manter a estabilidade global. Embora tenha reafirmado o compromisso com os direitos humanos, Israel enfatizou que nenhuma resolução pode retirar de um Estado o dever de proteger seus cidadãos.

Ao fim, a diplomata alertou para o custo da lentidão diplomática: "A paz não é construída pela inércia. Quando a comunidade internacional demora a agir, quem paga o preço são os civis."

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