Médicos Sem Fronteiras cobra posicionamento e questiona legítima defesa de Israel

Representante afirma que a ofensiva militar afeta principalmente a população civil e pede maior compromisso dos delegados com a proteção de vidas

Discurso feito em 10/06

Em um pronunciamento contundente direcionado aos delegados e representantes oficiais das nações, a porta-voz da organização internacional Médicos Sem Fronteiras subiu à tribuna para exigir uma preocupação imediata com as populações vulneráveis que enfrentam a escalada da violência no Oriente Médio. Deixando claro que direitos humanos e o direito à vida transcendem raça, religião ou convicções políticas, a representante lamentou o fato de que mais de três mil pessoas foram privadas de suas garantias fundamentais de um dia para o outro, enfatizando que a atual ofensiva não atinge alvos militares, mas sim civis inocentes.

O discurso detalhou a fragilidade diplomática na região, relembrando que o acordo de cessar-fogo firmado entre Israel e Líbano no final do mês passado foi quebrado logo nos primeiros dias após um violento ataque na cidade de Tiro, no sul do Líbano. A ativista criticou a postura dos Estados Unidos por rejeitar as ordens de contenção e direcionou um questionamento incisivo ao governo israelense, que classificou a operação militar como um ato de legítima defesa. Confrontando essa justificativa, a porta-voz indagou se a defesa estava sendo feita contra cidadãos comuns, uma vez que a sociedade civil foi a única prejudicada pelas bombas, encerrando com um apelo para que inocentes não sejam punidos por sentimentos de vingança ou disputas de poder.

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